Estamos começando o ano e como sempre estamos cheios de
esperanças e expectativas para que este seja bastante promissor. Eu gosto muito
do evento de final de ano porque dá uma sensação gostosa de renovação, de
mudança, de novos projetos, novos horizontes e isto cria um clima muito
positivo. Pena que não consigamos manter este astral por todo o tempo, mas pelo
menos na mudança do ano os ânimos se renovam para seguirmos adiante.
Todo novo ano vem cheio de desafios, no campo pessoal e
profissional, que nos enche de energia, mas ao mesmo tempo de questões e
dúvidas de como será o desenrolar do período. Nos últimos tempos, os meus
amigos e conhecidos me perguntam com frequência, como eu acho que vai ser o
ano. É interessante porque não me recordo de as pessoas se questionarem tanto,
ou terem tanta insegurança de como será o ano, que mudanças virão, como a
economia vai crescer, e assim por diante. Acho que ainda não nos demos conta
das marcas e cicatrizes que esta crise dos últimos três ou quatro anos
provocaram nas pessoas. A história no futuro com certeza irá retratar este
assunto.
Desejamos muitas mudanças no País e em nossas vidas, tendo
em vista o grau de insatisfação com muitas coisas que aconteceram nos últimos
anos. Creio que é um anseio geral para que as coisas mudem de rumo, para termos
esperanças de dias melhores, mais oportunidade de trabalho, carreira, ganhos
econômicos e financeiros, para que a vida seja melhor no futuro. Desejamos
muito essas mudanças, mas muitas vezes fazemos pouco para que isto aconteça.
Acabamos achando que os outros e as coisas é que devem mudar, mas nós não
precisamos fazer isso. Basta apenas esperar e as mudanças trarão os benefícios
desejados. Será que funciona desse jeito?
Parece um pouco difícil que as coisas mudem de rumo, se
cada um não fizer a sua parte para que o todo se beneficie da mudança. Por
exemplo. Desejamos muito que a corrupção no Brasil termine. Entretanto, no
particular, quando temos algum problema, queremos usar o “jeitinho” para
resolver. Para muita gente está tudo bem, “jeitinho” já é parte da nossa
cultura. Se no trânsito eu cometo infrações, que muitas vezes não são detectadas,
como exceder a velocidade e diminuir quando tem radar, também parece não ter
problemas. Há uma infinidade de atitudes ou ações que fazemos na vida
individual, mas que depois criticamos no coletivo. Quando estamos no carro
dirigindo, parece que esquecemos que também em outros momentos somos pedestres.
Notamos que alguém quer atravessar, mas pouco importa se estivermos no carro.
Entretanto, se estivermos na condição de pedestre criticaremos quem não
respeita o transeunte que deseja cruzar a rua.
Queremos sempre a mudança no outro e criticamos o coletivo,
mas não mudamos a nossa atitude muitas vezes, para que o todo se modifique. Parece
que não temos responsabilidade com o coletivo. A regra para mim é uma, para os
outros é outra. Moramos numa casa ou apartamento de condomínio e desejamos
certos “benefícios” especiais, mas não gostamos quando temos que seguir o
regulamento do mesmo.
No campo profissional, quantas coisas gostaríamos de mudar,
a começar pelo jeito do nosso chefe, de algumas atitudes dos colegas, das
políticas da empresa, e vai por aí afora. Queremos aumentos substanciais de
salários e esperamos que estes cheguem antes mesmo de produzirmos resultados
que nos façam merecer este reconhecimento. Queremos promoções rápidas e
significativas independente da situação dos negócios, da empresa ou até de ter
demonstrado a respectiva competência para a dita promoção. No campo do
comportamento, nem se fala. Sempre achamos que o problema são os outros.
A grande verdade é que, se de fato desejamos a mudança,
temos que começar a transformar a nossa atitude. Será a partir da nossa mudança
individual e da nossa atitude que conseguiremos construir um mundo melhor. Este
ano vamos ter uma oportunidade incrível com as eleições. Se queremos um País
melhor para todos, precisamos pensar bem na escolha de quem vai nos
representar.
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